Apresentação

A Quinta

A Quinta das 3 Ribeiras, é um espaço hoteleiro direccionado a todo o tipo de eventos.

Envolvência rural e tradicional, num espaço sofisticado e contemporâneo, que contrasta com a beleza rústica da Quinta do séc. XVIII.

Quinta inserida no vale da Ponte da Pedra, em pleno Ribatejo Norte, onde as linhas de água que a circundam, lhe dão o próprio nome.

 

A História

O vale da Ponte da Pedra, local onde se encontra a Quinta das 3 Ribeiras, bem como toda a região envolvente, foi percorrido por populações Pré Históricas do Paleolítico Inferior (Primeiro Período da Idade da Pedra Lascada), como demonstram, recentes prospecções arqueológicas. Em determinados locais, estas populações deixaram restos dos seus acampamentos e dos materiais líticos (objectos de pedra) que produziram.

Nas imediações da Quinta das 3 Ribeiras foi localizada uma estação arqueológica com vestígios de ocupação humana no Paleolítico.

Esta descoberta deve-se a elementos do Núcleo de Arqueologia da Associação Histórico-Cultural de Vila Nova da Barquinha.

Foram recolhidos mais de duas dezenas de objectos líticos, na sua maioria raspadores. Foi também encontrado um núcleo de sílex com negativos de lascas, um buril talhado no mesmo material e um número considerável de lascas residuais de seixo e de sílex.

Estas descobertas correspondem a um período compreendido entre 350.000 a.C. e 75.000 a.C.


As 3 Ribeiras

No séc. XVI, na nossa região existiam a vila de Atalaia, a aldeia da Moita e os Casais das Baginhas (hoje, Vaginhas).

Pela zona corria, vinda de Atalaia, uma ribeira conhecida como “Ribeira da Atalaia”.

Sobre a “Ribeira da Atalaia”, no mesmo sítio onde mais tarde se levantaria a “Ponte da Pedra”, erguia-se também a “Ponte da Atalaia”, também conhecida por “Ponte da Ribeira da Atalaia”.

Esta Ponte era muito importante, pois dividia os limites dos concelhos de Santarém e Atalaia. Esta seria Romana. (As referências à “Ribeira da Atalaia” e à sua Ponte, podem ser encontradas, já em 1504, no Tombo (registo de propriedades) da Quinta da Cardiga.

Por aqui ficamos a saber que a “Ribeira da Atalaia”, passava pela Ponte da Pedra e pela Quinta da Cardiga. Ia, depois, desaguar no Rio Tejo.

A referida Ribeira, depois de passar a “Ponte da Atalaia”, perdia o seu nome para se passar a chamar “Ribeira da Cardiga”, uma vez que entrava, atravessava e desaguava em terras da “Quinta da Cardiga”, pertença à Ordem de Cristo.

Em 1661 já a “Ponte da Cardiga” não existia e mudara o seu nome para “Ponte da Pedra”, em resultado da construção da Ponte que foi começada em 1625. Podemos afirmar isto, com toda a certeza, pois é assim que aparece referenciada a Ponte em questão, no “Segundo Livro de Registo Baptismal da Paróquia de Atalaia (1647-1741)”

De igual forma a “Ribeira da Atalaia”, perdeu, novamente, o seu nome nas imediações da “Ponte da Pedra, para passar a chamar-se “Ribeira da Ponte da Pedra” em substituição do antigo nome de “Ribeira da Cardiga”. Também o vale por onde corre a dita Ribeira começou a ser designado por “Vale da Ribeira da Ponte da Pedra”, ou apenas por “Vale da Ponte da Pedra”.